Por Camila F. de Mendonça , InfoMoney
Mulheres e homens agem de maneira diferente quando lideram equipes.
Para a consultora da Search Recursos Humanos, Lucila Yanaguita, essa
percepção já está ultrapassada e, hoje, os líderes têm seu próprio
estilo para liderar, independentemente do gênero. ?Essa diferença
diminuiu muito?, afirma.
Para ela, poucas características podem ser atribuídas aos homens e às
mulheres, distintamente. ?Os homens tendem a ser mais diretos e não se
preocupam tanto com o conforto dos colaboradores ao fazer um feedback,
por exemplo?, afirma a consultora. ?Já as mulheres tentam amenizar as
situações, por meio de exemplos, e se preocupam mais com o conforto
dos profissionais?, avalia.
Mesmo essas características, no entanto, dependem da própria natureza
dos gestores, de suas características pessoais.
Uma questão de geração
Para a especialista, as diferenças entre homens e mulheres na
liderança não são tão perceptíveis hoje devido à geração. Aqueles que
começam a ocupar cargos de chefia pertencem à geração Y ? o que
impacta na queda das diferenças de estilo, uma vez que tanto homens
como mulheres dessa geração atuam no mercado praticamente de igual
para igual, com foco nas competências.
?De uma maneira geral, essa geração não tem preocupação com hierarquia
e possuem uma tendência de criar um estilo próprio?, afirma Lucilia.
Líderes de gerações anteriores, na avaliação da consultora, têm
características mais marcantes, considerando os gêneros. Segundo ela,
os homens das gerações anteriores são mais dominadores frente aos
subordinados. E as mulheres mais maternais.
Lucila reforça que hoje, embora essas características tenham sido
preservadas em menor grau, as diferenças entre homens e mulheres na
liderança não são tão marcantes.
Competência
Para a consultora da Search, até a avaliação das equipes sobre a
atuação dos seus líderes não leva em consideração o gênero,
principalmente quando a liderança está nas mãos de uma mulher. ?Os
homens aprenderam a respeitar e admirar as mulheres?, acredita Lucila.
Mesmo em uma equipe predominantemente formada por mulheres, na qual,
na avaliação de Lucila, a competitividade é mais forte, essa
diferenciação na liderança não existe mais. ?O que o mercado está
buscando hoje nos líderes é que eles sejam pessoas que inspirem?,
afirma. ?Não basta mais ter apenas o domínio técnico, mas é preciso,
também, saber trabalhar com pessoas?. E isso serve para homens e
mulheres.
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