domingo, 5 de dezembro de 2010

2011: Mesmo sendo pequeno, aprenda a ser Global

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Executivo David O 'Keefe explica porque as empresas pequenas devem aproveitar oportunidades de se tornarem globais em 2011. Confira o artigo! 

Em um ambiente de negócios tão competitivo quanto o atual, ampliar a atuação de mercado é uma das saídas mais saudáveis e inteligentes para empresas dos mais diferentes portes.
 
 
Mas será que pequenas empresas conseguem atuar em um mercado global? A resposta é que você não precisa ser grande para isso. É possível se tornar uma empresa mundial. Só é preciso realmente pensar sobre essa estratégia.
 
 
 
Muitas pequenas empresas brasileiras, certamente, podem e devem avançar no mercado global de produtos, serviços e competências. É muito fácil, embora existam alguns obstáculos a superar.
 
 
Mercados maiores significam mais clientes. Apesar de a economia brasileira estar crescendo - e este fator colaborar para os pequenos negócios –, ela representa apenas 2,75% da economia mundial. Apenas as economias dos EUA e da União Européia juntas são 20 vezes maiores do que a economia brasileira. Há muito mais negócios para além das fronteiras do Brasil.
 
 
Menos óbvio, mas igualmente importante, é o fato de que atuar tanto localmente quanto globalmente é uma cobertura respeitável. Principalmente no momento de proteger sua empresa contra as adversidades econômicas e movimentos da moeda aqui ou no exterior. As economias emergentes, incluindo o Brasil, muitas vezes são contra cíclicas para as economias mais avançadas. Ser capaz de vender ao redor do mundo significa que você pode sempre focar seus esforços onde o crescimento está. 
 
 
 
Levar seu negócio para o mercado global também aumenta suas opções estratégicas e táticas. No final de 2008, por exemplo, com o aumento do dólar, os investidores fugiram dos mercados emergentes e fizeram projetos offshore especialmente rentáveis. Em 2010, a queda do dólar e a força da economia brasileira vêm fazendo os empreendedores locais serem buscados por parceiros no exterior. E isso acontece justamente porque a pequena empresa pode mudar de direção mais rápido do que as grandes, para aproveitar essas sazonalidades.
 
 
 
A contratação de pessoas para projetos offshore de produção ou terceirização é outro ponto que pode ser indicado como uma razão suficiente para pensar globalmente. No mercado de TI, as empresas brasileiras vêm lutando há algum tempo para recrutar e reter funcionários qualificados, especialmente em São Paulo. E isto não é simplesmente uma questão de salários.
 
 
 
O déficit, já grande, de profissionais de TI no Brasil deve chegar a 200 mil postos de trabalho até 2013. Se assim como o meu, o seu negócio precisa contratar profissionais de TI, precisamos olhar offshore.
 
 
 
Portanto, há boas razões econômicas e estratégicas para buscar o mercado global. E além destes motivos, também é divertido: em um dia típico, trabalhamos com clientes, fornecedores e parceiros que estão espalhados pelo mundo. Os EUA, Canadá, Reino Unido, Irlanda, Equador, Ucrânia, Índia e Líbano são apenas alguns dos lugares onde estamos fazendo negócios neste exato momento. É fascinante conhecer pessoas em tantos lugares diferentes e com culturas tão diversas. Além disso, é incrível colaborar com eles para benefício de todos.
 
 
 
David O 'Keefe (Presidente da Lampada Global, empresa brasileira de open source solutions)

Portal HSM
01/12/2010

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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mudanças à vista na Gestão de Marketing

Estudos mostram a urgência mostra a importância de uma nova visão

Por Rayane Marcolino, do Mundo do Marketing | 22/11/2010
rayane@mundodomarketing.com.br

 

Nos últimos dois anos, empresas do mundo inteiro tiveram que repensar suas estratégias quando viram seus patrimônios correrem riscos com a crise financeira. Em momentos de dificuldade, a pressão em cima dos gestores aumentou e o Marketing de alguns setores prejudicados foi essencial para a sobrevivência de alguns e a decadência de outros. Mas a dúvida que ficou para muitos acionistas que temeram por seus investimentos foi: Que resultados efetivos essas ações trouxeram ou ainda podem trazer?

Além da cobrança em momentos de crise, a tendência, mesmo em tempo de bonança, é que a pressão pela apresentação de resultados concretos aumente. “Cerca de 70% dos investimentos de uma empresa é em Marketing. Fazer os acionistas gastarem isso tudo sem ter como mostrar resultados concretos se tornou um problema”, afirma Daniel Domeneghetti, CEO da DOM Strategy Partners, responsável pelo estudo Marketing: O Fim da Desgovernança.

Apurar o aumento de participação no mercado e a valorização da marca ainda é difícil e pode levar anos, o que vai contra os desejos imediatistas, principalmente em épocas de problemas financeiros, em que não há tempo há perder. “Os gestores devem pensar em meios para transformar o intangível em tangível, em resultados e em dinheiro, para aí sim justificar os altos investimentos que são destinados para esses projetos”, explica Domeneghetti.

Curto X Longo Prazo
Em momentos em que resultados devem ser imediatos, pesquisas para inovações, ações institucionais e que cuidam da imagem da empresa a longo prazo acabam sendo deixadas de lado e dão lugar a ações promocionais. Promoções são ótimas ferramentas para alavancar vendas, apresentar produtos e mostrar resultados, mas, por outro lado, esses frutos são perecíveis e não garantem durabilidade para a marca. Nesse caso, as empresas acabam cuidando de um lado da moeda e deixam o outro de lado.

“Hoje os diretores de Marketing estão focando no curto prazo, o que é essencial, mas não suficiente. A solução para algumas empresas seria ter dois orçamentos, para estratégias pensadas para momentos diferentes”, afirma Daniel. Repensar a verba é essencial para qualquer mudança em gestões. No caso do Marketing isso significa também mudar padrões que são seguidos a esmo há décadas sem preocupação em verificar se eles realmente dão resultados.

Um desses padrões é o investimento em publicidade na televisão. “Toda marca gasta milhões para ter seus produtos na TV, mas o investimento altíssimo feito para estar nessas mídias nem sempre justifica o resultado, que muitas vezes nem é possível de ser medido”, explica o CEO da Dom em entrevista ao Mundo do Marketing. O problema não é que a TV não é um meio eficaz, mas foi o consumidor que mudou, e não é mais tão suscetível ao que lhe é “entregue” pela telinha.

Six steps
Um estudo norte-americano divulgado pela Dom indica que apenas 6% dos consumidores daquele país dão credibilidade aos comerciais que vêem na televisão. Culpa das empresas? Não. A grande “vilã” da situação é a internet, mais especificamente as redes sociais, já que a mesma pesquisa mostra que essa credibilidade aumenta para 41% quando a marca é citada em um post de um amigo em uma dessas novas mídias.

A internet já vem mudando o cenário das ações de Marketing há algum tempo, embora muitas vezes as empresas não pareçam preparadas para isso. “O canal virtual é cada vez mais importante, mas mesmo as lojas que possuem endereço na web ainda preferem investir no físico porque hoje ele é o principal. Mas daqui há alguns anos não será mais; e quem se preparou para isso?”, argumenta Daniel Domeneghetti.

Para estar bem posicionado nessas redes, o estudo da DOM indica seis pilares que devem ser adotados pelas empresas para alcançarem a tão almejada reputação perante os consumidores e o reconhecimento dos acionistas: Network, Influence, Knowledge, Experience, Personal e Reputation. Os itens estão interligados em um processo de “step by step”. Sem network não há influência, sem influência não há como promover conhecimentos nem experiências sobre a sua marca. Sem conhecer os consumidores também é impossível personalizar o seu produto às necessidades deles.

Caso esse processo todo seja bem feito, aí sim a boa reputação virá. “O que acontece hoje é que as empresas já partem logo para o “personal” sem se preocupar com os passos anteriores, que são essenciais para a concretização do bom Marketing em qualquer lugar”, completa Daniel Domeneghetti.

http://www.mundodomarketing.com.br/8,16636,mudancas-a-vista-na-gestao-de-marketing.htm

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Infográfico: Ecossistema da Gestão dos negócios

Confira no infográfico como criar um ecossistema de gestão e veja com o que a empresa deve continuar se preocupando
 Para o consultor e sócio-diretor da Zaffani Asses Empresarial, Carlos Alberto Zaffani, “o essencial da gestão nas empresas não está mais presente dentro da lógica que aprendemos dentro das universidades e das próprias organizações”.
No mundo dos negócios é natural as empresas de insucesso servirem de estudo de caso sobre “o que não fazer” na gestão das organizações. Diversos livros best-sellers analisam minuciosamente e, até mesmo, auditam as operações a fim de encontrar o grande “vilão” responsável pela queda da empresa. A partir disso, diversas teorias são levantadas e várias verdades são estabelecidas.
Possíveis falhas:
  • no plano de negócio, 
  • no despreparo do empresário, 
  • nas metas e 
  • até mesmo no produto em si. 
Agora, o que o consultor e sócio-diretor da Zaffani Asses Empresarial, é uma nova visão sobre as organizações. A proposta do executivo é enxergar as companhias como um ecossistema, na qual recursos financeiros, instalações, máquinas, materiais, processos e pessoas são “parte de um sistema em que a concorrência e as forças competitivas alimentam a criação de novas oportunidades para o desenvolvimento e crescimento do ser humano”.
Para Zaffani, a chave para o sucesso da gestão empresarial está em ter um foco mais humano. “O novo modelo de empresa precisará estar integrado a um conjunto de regras de engajamento no qual o objetivo maior será sempre o da criação de valores sustentáveis para a o futuro da humanidade”, defende.
Confira no infográfico como criar um ecossistema de gestão e veja com o que a empresa deve continuar se preocupando.




quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Marketing eletrônico para atingir consumidores "Verdes"

Confira seis dicas do livro “Cliques conscientes: um guia de marketing eletrônico para pessoas, meio ambiente e lucro”, de Perry Goldschein

Tanto o marketing de produtos ecológicos como o marketing eletrônico têm se desenvolvido bastante nos últimos anos por um bom motivo. Ambos utilizaram megatendências não só com o objetivo de atingir resultados, mas também de apoiar uma causa por um bem maior. A popularidade desses dois tipos de marketing é evidente, não só no mundo dos negócios, mas também no meio acadêmico, político e entre as organizações sem fins lucrativos.

Alguns estudos recentes confirmam o que se tornou óbvio para muitos de nós que somos parte disso: o aumento do número de consumidores ecologicamente conscientes, também conhecidos como consumidores "verdes". Um mercado consideravelmente grande e crescente de produtos e serviços sustentáveis e socialmente responsáveis está se desenvolvendo. Esses estudos mostram que os consumidores estão cada vez mais integrando valores ambientais, sociais e até mesmo espirituais às escolhas de compra e investimento, além de buscarem empresas que apoiam esses valores.

Beneficiando-se dessas tendências, empresas pequenas, como a Orange Glo e Green Mountain Coffee Roasters, e também as grandes, como a Toyota e a Starbucks, estão utilizando com sucesso o marketing eletrônico para atingir consumidores "verdes" conscientes. Porém, a maioria das empresas, com ou sem fins lucrativos, que atende esses consumidores ainda não sabe como utilizar a Internet como um canal efetivo para atingir seu público-alvo.

Abaixo estão seis dicas que podem ajudar a atingir esses consumidores pela Internet ou por e-mail:

 

1. Utilize os mecanismos de busca pagos de forma eficaz

Ao colocar anúncios em ferramentas de busca como o Google Adwords, é possível alcançar milhares ou até mesmo milhões de pessoas que estão procurando exatamente o que você tem a oferecer; além disso, você paga apenas quando alguém realmente clica no seu anúncio! É quase como anunciar na TV ou no rádio e pagar apenas pelas vendas que o anúncio irá gerar – algo que nenhuma emissora oferece.

Além disso, pesquisas mostram que consumidores "verdes" gostam de usar mecanismos de busca tanto quanto outros consumidores, ou até mais. Inclua isso em seu plano de marketing e invista algum tempo para aprender como adotar essa estratégia de forma eficiente, pois a recompensa é garantida. Para os iniciantes: gaste pelo menos algumas horas fazendo um “brainstorming” e salve em uma planilha todas as palavras-chave que você e sua equipe acreditam que os clientes poderiam usar para encontrar seu produto, antes de se conectar à interface de anúncios, na qual poderá copiar e colar.

 

2. Concentre suas ações de marketing na Web

Pesquise e encontre os mecanismos mais acessados (Websites e newsletters) nos quais anunciar. Há muitos portais "verdes" na Internet, para clientes B2C e B2B, isto é, aqueles que oferecem recursos e serviços para consumidores "verdes" e para empresas "verdes", respectivamente. Muitos deles oferecem propaganda no Website ou em newsletters que geralmente atingem milhares (ou até milhões) de pessoas por uma fração do custo praticado por mídias off-line. O Care2 é um exemplo de portal B2C; o GreenBiz, um exemplo de B2B.

 

3. Organize e utilize uma boa lista de e-mails, mas não abuse

Mesmo com o spam, as estatísticas indicam que o e-mail ainda é bastante eficiente no processo de criação de relacionamentos, organização de eventos e até mesmo vendas, quando utilizado de forma correta. Felizmente, consumidores "verdes" gostam de manter um bom relacionamento com as pessoas das quais compram produtos.

Assim, invista recursos na construção de sua própria lista de e-mail, mesmo que você utilize outras. No entanto, só envie e-mails se o cliente permitir. Em outras palavras, nunca envie e-mails comerciais pesados (geralmente em troca de alguma informação ou algo de valor) para alguém que não os tenha solicitado ou não tenha concordado em recebê-los. Tente criar sua própria newsletter ou blog, procurando oferecer o melhor conteúdo possível, que agregue valor ao seu público-alvo, utilizando o mínimo de autopropaganda. Só então promova a newsletter com a mesma ênfase que você usaria para promover um produto ou serviço.

 

4. Produza sua landing page com um cuidado especial

Seja quais forem as táticas de marketing que você utilize, certifique-se de que a página exibida aos visitantes no seu Website – sua landing page (página de aterrissagem) – foi elaborada pensando nos clientes (e no produto). Seu produto deve ser fácil de ler e compreender; incentive a confiança no Website a partir de um link para a política de privacidade e com informações de contato na parte inferior da página; remova links de menu para diminuir elementos que distraiam a atenção; diga a seu cliente quem você é e por que sua empresa, produto ou serviço é benéfico para o meio ambiente, para a saúde ou para a sociedade.

 

5. Acompanhe seus esforços

Agora é mais fácil do que nunca controlar suas atividades. Os principais programas de divulgação em mecanismos de busca (Google, Overture) oferecem ferramentas de rastreamento gratuitas. Além disso, essas ferramentas também estão disponíveis em outros locais a custos baixos ou grátis. Confira o ConversionRuler, por exemplo, em caráter experimental. Ao acompanhar suas atividades de marketing, você sempre vai saber exatamente o que está funcionando, o que não deve mais ser utilizado ou o que deve continuar. Em longo prazo, isso irá representar uma economia muito grande.

 

6. Use os relacionamentos on-line de forma eficaz

Você vai descobrir que muitos dos Websites de divulgação nos quais vai querer anunciar seu produto (dica 2) são empresas com as quais vale a pena desenvolver um relacionamento, também por questões de eficiência. Descubra com quem você deve entrar em contato nesses Websites para tratar de um evento relacionado à sua empresa, produto ou serviço que mereça ser publicado.

Faça uma lista desses contatos e envie a eles press-releases bem escritos (apenas quando algum evento digno de divulgação ocorrer de fato, isto é, um evento que lhe traga vantagens de alguma forma). Não se esqueça de, após o envio do release, ligar para esses contatos e oferecer assistência – um artigo, uma entrevista – ou algo que facilite o trabalho deles. Você também pode experimentar serviços de distribuição para o press release com foco em consumidores e empresas "verdes", como eWire ou CSRwire.

 

Para determinar o que é melhor para sua empresa na utilização da Internet e do marketing eletrônico, é importante desenvolver um projeto por escrito. Ele não precisa ser muito longo, mas deve incluir ao menos os passos necessários para a aplicação bem sucedida de sua estratégia. Uma das maiores vantagens do marketing eletrônico é a possibilidade de testar abordagens e obter melhorias rapidamente, quase sempre em tempo real. Assim, considerando as táticas mencionadas, inclua em seu projeto mais ferramentas do que pretende utilizar a longo prazo. À medida que testá-las, você poderá eliminar aquelas que não atendem às suas necessidades e continuar com as mais eficazes.

Se você experimentar essas ferramentas e outras mencionadas aqui em seu plano de marketing, fazendo uso das práticas mais produtivas, é provável que encontre no mínimo uma ou duas que forneçam um retorno excelente e que ajudem na superação dos maiores desafios de sua empresa.

Trecho do livro "Conscious Clicks: A Guide to eMarketing for People, Planet & Profit" (“Cliques conscientes: um guia de marketing eletrônico para pessoas, meio ambiente e lucro”, não lançado no Brasil), de Perry Goldschein.

Perry Goldschein (Bacharel em Direito, é diretor da SRB Marketing, Inc., empresa de consultoria em marketing eletrônico. Seu trabalho foi aclamado no Utne.com, no Publishers Weekly, e por Sherry Ruth Anderson (co-autor de “The Cultural Creatives”), entre outros.)

Fonte: Agenda Sustentável (www.agendasustentavel.com.br)
13/10/2010

 

ExpoManagement 2010: Empreender com responsabilidade

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No núcleo temático de “Sustentabilidade” da ExpoManagement 2010, John Elkington contará como líderes de negócios podem aprender avaliando os impactos financeiros, sociais e ambientais de suas atividades. Confira!

Conhecido pela expressão “triple-bottom-line” (linha tripla de resultados), em que as empresas trazem para si não apenas a responsabilidade do impacto financeiro de suas atividades, como também o social e ambiental, o britânico John Elkington apresentará durante sua palestra na ExpoManagement 2010, em novembro, em São Paulo, diversos conceitos que visam, a responsabilidade sócio-ambiental corporativa.

O conceito triple-bottom-line, também apresentado como “pessoas, planeta e lucros” vem ganhando terreno, à medida que as empresas se voltam mais intensamente aos valores sociais, a partir da combinação entre descontinuidades de mercado e ações inteligentes dos governos. Entretanto, Elkington afirma que muitos movimentos corporativos ainda são somente reações à demanda dos clientes, mas destaca as influências do pensamento da nova geração de líderes, o que significa que seus esforços estão valendo a pena.

Para ele, as mudanças de comportamento em grandes empresas podem provocar uma reação em toda a cadeia, contrapondo o poder do capitalismo. “Se o Wal-Mart impuser um decreto sobre sustentabilidade, seus fornecedores terão de reagir muito rapidamente”, exemplifica Elkington em entrevista à Fast Company.

Esta mudança corporativa, inclusive, foi tema de uma de suas obras. Com o título provocador de Canibais com Garfo e Faca (ed. Makron Books), o livro escrito em 1999 acusa o capitalismo e o canibalismo corporativo de predadores mundiais, mas já identifica sinais de mudança. Um dos exemplos que oferece é o de Bill Gates: de “Pacman corporativo” a investidor social. (Para quem não se recorda, Pacman é o ser engolidor de pastilhas que surgiu com um famoso videogame da década de 1980 e ressurgiu online).

Atuando há mais de 30 anos neste mercado, no ano passado, Elkington lançou em parceria com Pamela Hartigan, o livro Empreendedores sociais: o exemplo incomum das pessoas que estão transformando o mundo (ed. Campus). Nesta obra, os autores mostram a semelhança entre os empreendedores sociais e os empreendedores que têm fins lucrativos e como isso vêm contribuindo para o aperfeiçoamento da gestão e agregando valor aos negócios.

Segundo ele, os empreendedores sociais perseguem objetivos que os mercados fracassaram em atingir e o fazem de modo único em termos de liderança e capacidade de levantamento de capital, por exemplo. Muitos dão início à sua escalada empreendedora a partir de tragédias, mas todos parecem ser guiados pela busca de soluções a problemas que ameacem populações ou tesouros ecológicos.

Assim, são criados novos mercados e novos níveis de influência, já que um dos objetivos principais dos empreendimentos sociais é alavancar todos os tipos de recursos; das habilidades dos índios e do apoio governamental às parcerias com o setor privado, o que acaba por superar organizações não-governamentais tradicionais e grandes empresas consolidadas.

Sobre John Elkington

Com mais de 17 livros publicados e mais de 1 milhão de cópias vendidas em todo o mundo, o psicólogo social e sociólogo, John Elkington, ressalta que sua motivação pela causa social não é apenas ambiental, mas social e política também, já que a convivência com diferentes povos em situações conflituosas o despertou para um verdadeiro fascínio por pessoas e culturas. O escritor esteve presente entre católicos e protestantes, na Irlanda do Norte, sua terra natal; entre gregos e turcos, em Chipre, e entre árabes e judeus, em Israel.

Quando fundou sua empresa, a SustainAbility, em 1987, a questão da deterioração da camada de ozônio estava emergindo, ao lado de controvérsias que levaram as preocupações com o planeta às pautas dos noticiários e à mente dos consumidores. Foi então que a SustainAbility ajudou as pessoas a fazer suas escolhas, por meio de guias de compras ecologicamente corretas.

Essa mãozinha que deu ao mercado era antecipada como um suicídio comercial, pois Elkington e seu pessoal descortinavam o que havia por trás da operação de grandes empresas, em termos ambientais. “Pensei que estivéssemos transformando a nós mesmos em párias no campo da consultoria”, revela. No entanto, empresas como a Unilever e a Procter & Gamble bateram à sua porta. Exigindo exclusividade, é claro.

Tema da ExpoManagement 2010

A programação do núcleo temático de Sustentabilidade da ExpoManagement 2010, tem o objetivo de oferecer aos participantes um conteúdo aprofundado sobre o tema, durante os três dias de evento, que acontecerá entre os dias 08 e 10 de novembro. Conheça o tema da palestra exclusiva de John Elkington:

Como a agenda da sustentabilidade está transformando a teoria e prática da gestão 2010: um momento decisivo para o capitalismo do século 21

•    Brasil: a emergência de uma potência econômica e as extraordinárias novas responsabilidades que acompanham essa função;
•    Transparência: uma mudança radical no que a sociedade espera das empresas;
•    Valor ambiental, valor econômico e valor social: como a teoria e a prática do Triple Bottom Line evoluíram de 1994 a 2010 e qual foi o seu impacto na cúpula das empresas e na agenda dos executivos;
•    Novos cenários de oportunidades e o “poder desmensurado” de uma nova geração de inovadores, empreendedores e investidores;
•    Como atingir economias de escala com inovações sustentáveis: dos primeiros experimentos até a transformação sistêmica – e o papel crucial dos governos;
•    Conclusões e recomendações: planos de ação para os setores público e privado – e para a sociedade civil.

HSM Online
13/10/2010

 

O networking social conseguirá barrar os greenwashers?

Já ouviu falar nos “falsos ecológicos corporativos”? Fique atento para não confundir ações de sustentabilidade honestas de bobagens de marketing

Os ambientalistas alertam que os greenwashers ou ‘falsos ecológicos corporativos’ irão levar os consumidores saturados a abandonarem os esforços para comprar de modo responsável. No entanto, as pessoas podem lutar contra essa confusão e policiar o mercado utilizando ferramentas on-line, de acordo com o que disse Joel Makower, editor-executivo da GreenBiz.com. “Na era da Internet, da blogosfera e da mídia social, acho que os falsos ecologistas não vão conseguir ir muito longe ou que as empresas fraudulentas e que enganam os consumidores irão ganhar força".

Um Índice de Falsos Ecologistas do estilo da Wikipédia, administrado por uma empresa de marketing ambiental, convida a todos para fazer o upload de anúncios suspeitos. Grupos ecológicos já surgiram no MySpace e no Facebook. E um fluxo contínuo de novos blogs ecológicos continua a se unir ao grupo. O Flock, conhecido como o “navegador da web 2.0”, lançará uma edição do Dia da Terra, que virá carregado com feeds de mídias ecológicas.

O mais notável, talvez, seja o surgimento de dezenas de sites “ecológicos”, vários deles de veteranos da indústria da tecnologia, cujo objetivo é colocar pessoas de gostos semelhantes no mesmo lugar. Essas ações de networking social permitem que os usuários avaliem os produtos pessoalmente, oferecendo uma balança para pesar selos ecológicos e campanhas de publicidade.

“Quanto mais você entra no negócio da ecologia, mais se dá conta de que não há produtos mágicos que resolvem todos os problemas”, disse Makower, que vê a mídia social como um auxílio para preencher a lacuna deixada pela falta de padrões para negócios ecológicos. “É possível ter um produto ecológico de uma empresa que esteja longe de ser perfeita e, se sim, o quão longe ela pode estar?”

Um dos sites mais populares que convidam usuários a responderem a essa pergunta é o Sustainlane, que já coletou mais de 20 mil listas de produtos e serviços geradas por usuários desde 2004. “Tantas pessoas diferentes possuem valores diferentes", disse Christine Volden, porta-voz da Sustainlane. “Alguém pode estar procurando o produto mais barato e outra pessoa pode dizer, ‘meu problema não é o preço, quero o produto que seja melhor e mais seguro’. É possível encontrar uma pessoa que seja mais parecida com você".

O Alonovo, um site de classificação, permite que os usuários considerem as classificações de acordo com seus valores pessoais. Alguém poderia, por exemplo, customizar uma pontuação para refletir a preocupação com o tratamento humano de animais, em vez da utilização de produtos químicos tóxicos.

O cenário do networking ecológico e dos sites de notícias, independentes ou não, com certeza irá sofrer alterações à medida que alguns deixarem de existir e empresas maiores comprarem outros. No entanto, as ferramentas móveis que podem ajudar a fornecer as informações necessárias para que se tome uma decisão em uma loja estão apenas no começo. Semelhantes aos alertas de desastre natural enviados por celular, o Twitter ou o Facebook e várias novas ferramentas estão utilizando as mensagens de texto para informar os compradores.

O sistema de mensagens de texto da Amazon, o TextBuyIt, lançado na última semana, permite que as pessoas comparem as compras enquanto se movimentam pelos corredores da loja. O grupo de defesa do consumidor Healthy Toys oferece um serviço em que os compradores podem enviar o nome de um brinquedo por SMS e receber uma resposta descrevendo a possível presença de ingredientes tóxicos em níveis baixos, médios ou altos.

O serviço FishPhone, da entidade não lucrativa Blue Ocean, lançou no outono um serviço e página de Internet móvel que permitem que os usuários enviem o nome de um peixe por SMS e recebam uma resposta sobre as prováveis práticas de pesca e compostos químicos tóxicos potenciais da espécie. Em setembro, o Monterey Bay Aquarium lançou uma versão compatível com PDAs de seu guia de bolso de frutos do mar coletados de forma sustentável. Mas onde encontrar uma lista integrada de uma ampla série de produtos que possa ser usada em dispositivos móveis?

“Tem sido muito difícil desenvolver aplicativos para portáteis sem acarretar custos de criação dos quatro principais tipos de portas", disse Dara O'Rourke, professora-adjunta de ciências ambientais e política da UCB (Universidade da Califórnia em Berkeley). “Eles não simplificaram, motivo pelo qual a maioria das pessoas se concentra nos SMS”.

O’Rourke e outros pesquisadores do Laboratório de Informações ao Consumidor da Berkeley vêm fazendo experiências com o protótipo de um serviço móvel que permitiria que os compradores ficassem preocupados com um código de barras e depois mostraria um menu de detalhes do produto.

No entanto, as dificuldades técnicas e o desafio de reunir dados de infinitas fontes prejudicam o desempenho de ferramentas móveis sofisticadas, afirmou O’Rourke. “Há uma grande lacuna de informações que está se tornando cada vez mais importante para os consumidores. No dia em que o iPhone foi lançado, sabíamos tudo sobre seus recursos. No entanto, provavelmente 99% das pessoas não tinha ideia de onde ele havia sido fabricado, quais os impactos ambientais que ele ou sua bateria trariam ou quais tinham sido os impactos sobre os trabalhadores”.

E o conteúdo gerado por usuários pode retratar o valor e a sustentabilidade de um produto, mas esse conteúdo não pode existir em uma lacuna, ele acrescentou. “Há um papel muito importante para os dados básicos, não apenas as opiniões das pessoas, mas também informações fundamentadas na ciência e na avaliação da cadeia de suprimento".

Fonte: Agenda Sustentável (www.agendasustentavel.com.br)
13/10/2010

 

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

HSM Entrevista Christian Barbosa: especialista em produtividade 1/4

Qual é o seu ativo mais valioso?

Especialista fala sobre os prejuízos com a perda ou uso indevido de dados corporativos

Sem dúvida, a resposta a essa indagação seria: informação. Listas de clientes, informações de produtos, dados de mercado, preço, custo, promoções ou descontos, dados pessoais de clientes, funcionários ou parceiros, emails, contratos, prontuários médicos e a lista poderia seguir indefinidamente. Mas, e se essas informações, por algum motivo, não estiverem mais sob controle de sua empresa?

Estudos publicados por diversas organizações e institutos de pesquisa mostram que a perda de dados é mais comum do que parece: centenas de milhões de registros são comprometidos a cada ano, no mundo inteiro. Milhares de incidentes acontecem diariamente, no entanto apenas alguns se tornam públicos, como o recente episódio que expôs os dados de 12 milhões de estudantes do Enem.

O mais completo estudo desse tipo de incidente foi conduzido pela Digital Forensics Association (DFA) e computou mais de 2.800 incidentes ao longo de cinco anos, envolvendo o vazamento ou roubo de mais de 720 milhões de registros em 28 países. Para se ter uma ideia da dimensão do problema, o episódio recente do Enem representaria menos de 2% dessa fatia.

De acordo com a mesma pesquisa, 49% de todos os casos estudados foram ocasionados pela perda de computadores portáteis e em 95% desses casos o notebook foi roubado. A contar pelo número de registros, o vetor que mais influenciou foi o dos “hacks”, compostos por acesso e uso indevido, roubo de credenciais, malware, SQL Injection, com 327 milhões de registros afetados. O segundo maior vetor de perda de dados, porém, foi a categoria Drive/Mídia (discos e pen drives) com quase 150 milhões de registros violados. Observa-se que essa categoria vem ampliando seu grau de vulnerabilidade em decorrência da onipresença dos dispositivos USB, apesar de ser tão facilmente mitigado com a utilização da criptografia.


Os vazamentos não detectados podem ser particularmente perigosos. Não se pode remediar uma situação desconhecida e, talvez, quando o episódio se torne conhecido seja tarde demais. Por isso, políticas de segurança e controles devem ser cada vez mais reforçados. Outro dado preocupante é que, no Brasil, ainda não há legislação que torne obrigatória a divulgação pública por empresas que sofram esse tipo de violação, e que as mesmas notifiquem as partes afetadas,  como determina a legislação em 46 dos 50 estados norte americanos. Porém, mesmo nos Estados Unidos, não existe um órgão que centralize essa regulamentação e as leis variam muito de estado para estado.

Nesse contexto, o vazamento ou a violação de dados corporativos é uma grave ameaça ao maior patrimônio das empresas, podendo causar danos irreparáveis. E tudo isso pode custar caro. Segundo estudo do Instituto Ponemon, nos Estados Unidos, o custo médio das empresas pesquisadas com a perda ou roubo de informações foi de US$ 6,75 milhões, gerando uma perda de receita/negócios associada de US$ 4,5 milhões. O maior prejuízo identificado custou US$ 31 milhões para ser remediado. E seus dados? Estão protegidos?

Rodrigo Moura Fernandes (Country manager da AlertBoot no Brasil. Especialista em segurança da informação. Possui 15 anos de experiência nesta área, atuando em diversas funções executivas em grandes empresas nas áreas de tecnologia da informação e gestão de risco)

HSM Online
22/09/2010

 

Nova inteligência pedagógica empresarial

Luiz Tejon fala sobre a nova inteligência pedagógica, que nasce no fazer, sentir e por fim pensar. Confira!

Quando Ford revolucionou o processo industrial criando a linha de montagem, serviu-se brilhantemente do modelo pedagógico da sua época: segmentar o conhecimento; ensinar a repetir do mesmo e buscar uma alta produtividade na mesma coisa, onde apenas o alto dirigente possuía a visão do todo. O mundo era muito mais lento e a síntese da estratégia era inventar algo e praticar a repetição do mesmo modelo.

A educação era para poucos. Mas o mundo já começava a mudar numa velocidade muito superior aos tempos das carroças. Deming, o americano que criou outra inteligência pedagógica empresarial, revolucionava o Japão, com o conceito da Qualidade Total. Vi o Kanban ser introduzido na Jacto S/A pelo seu fundador Shunji Nishimura, em 1979.

Por trás das discussões dos cinco por quês, vinha uma poderosa inteligência pedagógica empresarial. Um novo sistema que integrava do pedido do cliente à ordem de entrega dos fornecedores. Na fábrica da NSK, por exemplo, podemos assistir a um verdadeiro “show” dessa pedagogia. Se uma operação falha, a fábrica inteira para.

Saímos do compartimento, do olhar de uma particular área ou máquina, para a gestão total. De Ford, passando por Deming, e com as novas visões da “cadeia produtiva”, num acelerado mundo fracionado, estamos hoje sem uma nova inteligência pedagógica empresarial clara e consciente nos modelos de negócios para o século XXI.

Tratamos de gestão por competências, as áreas de RH realizam esforços consideráveis sobre o clima, formação, plano de carreira, identificação de talentos e de lideranças. Mas de fato o que ocorre é a distância considerável entre a convicção da importância de uma nova inteligência pedagógica por parte da alta direção e o que deveria ser um dos principais conhecimentos para a moderna administração de negócios.

Na escola não conseguimos ensinar à moda antiga. Precisamos agora muito mais do talento humano para aprender a aprender rapidamente num planeta globalizado,  onde cerca de 97% das empresas vencedoras são aquelas que copiam e adaptam com inovações, o que outras conseguem inventar mas que são lentas para usufruir.

A pedagogia antiga tratava do pensar - fazer para depois sentir (se é que alguém chegava um dia a sentir). A nova inteligência pedagógica empresarial nasce no fazer – sentir e por fim pensar. Isto quer dizer: contatos totais e instantâneos com as distintas e múltiplas realidades. O  fazer, sentir e pensar vão ficando cada vez mais integrados num movimento atômico. Esta nova dinâmica exige a formação de seres humanos apaixonados pela mudança e com capacidade criadora. A nova inteligência pedagógica empresarial representa a arte do “aprender a aprender”. O futuro não é mais criado pelo presente. O futuro é criado pelo que vamos aprender no futuro. Isso quer dizer: o presente já é o futuro.

José Luiz Tejon (Mestre em arte e cultura pela Universidade Mackenzie Doutorando em Ciências da Educação. Professor da ESPM e FGV Consultor, escritor e ex- Diretor do Grupo O Estado de São Paulo. Presidente da TCA Internacional.

HSM Online
22/09/2010